segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dedo no ouvido. E ainda me escuto.

Somos cristais, quebrados criamos identidades diferentes, mas fazemos parte de um todo, e ninguém corre como eu. O casatigo que recibo é terrível devo ter causado verdadeiro mal. Tamanha é minha pena que as vezes penso se é valido continuar, mas por agora apena caminho. Ai vem ele. Aquele sentimento de felicidade. melhor não mantê-lo ou melhor sim. Sinestesia diáspora, e naõ entendo oque eles dizem, não falam minha língua e não entendo, sou verdadeiro, ácido ou intragável. Se você não é numero porque seria marca.tunnnnnmmm barulho estridente e contínuo que corta o silêncio lhe dando forma colorida ao final. Mas a batida permanece e nos faz sentir humanos. Feche os olhos e você vai me ver escute seu coração e você estará escutando algo que mais se assemelha à minha voz.Rock 'n' Roll me faz dançar. E dançamos assim sozinhos, sempre. Outro te veêm mexendo, dançando. O primeiro olha é crítico. O segundo analisador. O terceiro curioso. O quarto querem entender. O quinto tentam se aproximar. O sexto o impulso primario que te tocar. Mas no sétimo ele é cego e não percebe que tudo está além de qualquer toque ou superficial afinidade, este é um momento de você com você mesmo e nenhum intruso é permitido ou nenhum outro te completará nessa música. No oitavo olhar ele percebe a mediocridade de sua existente e o tão pobre foi a atitude de se aproximar apenas por falso desejo de te tocar. No Nono: malditos são esses lugares barulhentos. No décimo não existe e sua solidão te abraça de forma contagiante pois ela é verdadeira e ela te conhece de verdade de dentro à fora. Vou pra casa.Lavo o rosto. Eu não sou aquele no espelho. Eu não sou eu. Esquece, vai dormir! - penso. Travesseio amassado, edredon bom. Meu coração me abraça e tento sorrir.Sorrio. Fico triste. Não quero sonhar. Fico sonolento. Durmo. Sonho. Sou teletransportado para um mundo lindo. De possibilidades. De infinitas possibilidades. O sonho é bom. Desejos ao acordar são primitivos e verdadeiros- eu os tenho. Não quero acordar e ter que trabalhar, não quero encontrar ninguém. Não quero abrir minha boca se não for pra falar de mim. Vou ter de falar sem dizer nada.
Bem vindo ao mundo real.

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