sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Driblando o existencialismo, me jogo sem rumo numa noite de luzes amarelas. O que se leva da vida? ninguém pode nos dizer ao certo. As pessoas que conhecemos mesmo que sejam das maneiras mais absurdas possíveis.Nesta noite perguntaram:
- De onde você é? (Afinal homem de jeito diferente dos outros na pequena cidade)
- Sou de canto nenhum. De nenhum canto
(Um olhar primeiro me foca na surpresa)
-"Como assim?" - explanava o olhar
- É simples. Ou melhor, natural. Sou de todos os cantos e nenhum. Sou da vida sou morfo, sou pulsante. Sou extrangeiro. sou de fora. não sou daqui. Nem deste planeta. Sou de um sentimento que ainda não existe por aqui. Sorrio a sinceridade e amo com minha alma. Espero o impossível. E almejo o indesejável. Sou a originalidade esquecida nas entrelinhas. O sorriso que seu coração tinha esquecido nos contos infantis. Sou aquele que te abraça e diz ao ouvido o imnportante e você curtir e sorrir. Não que eu já me já, mas é que o pouco de atenção que um dia me destes ainda pode perdurar anos dentro de mim.
Desculpa, não consigo ser diferente.

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