Porque vivemos? Ou porque convivemos? Qual o peso dos anos dedicados de nossas vidas? Pra almas pessoas, simplesmente nenhum. Vamos de amores heróis infalíveis e desejáveis, à uma cinza de papel fixa e qubradiça por qualquer brisa. É oque o ser-humano é: um nada. somos apenas algo que não queriamos ter vivido. Assim continuamos e seguimos, não sabendo se enganamos o mundo ou a nós mesmo. Quero apenas beijar a cabeça de meu amor. E agora desejo apenas não ser mais cinza. A vibração é contínua e longa. O ser humano é totalmente egoísta, não se permite sentir o outro, somos apenas verbo e fotografias debotadas. As memórias?
Bem...as memórias servem para ser digeridas. Nem que sejam à força. Antes com o melado de doces sortidos e divinos, hoje apodrece num paladar que se condicionou ao féu. Se antes os telefones não paravam nas madrugadas ansiosos pelo "bom-dia" hoje nem uma espoleta de ano novo se escuta. Fui um nada. um nada mais obtuso que o próprio nada. Não são os outros que pintam sua felicidade mas você que grafita o mundo. Que coração mais alheio à sua natureza, que alma desalmada de desejos. Que maquiagem mais camuflada que me apresentavas.
Não são os homens rudes, e machistas, são as mulheres que apenas acham linda a poesia e seu cavalgar nas rimas e prosas mas não a sentem. insensíveis ao tato, e cegas de coração não tem discernimento nem percebem a potencialidade que supera o infinito nesse sentimento que popularmente é nomeado de amor. O homem se arma e traveste-se de macho pois sua pérola dentro da caixa torácica é uma ogiva prestes a detonar quando tocada e sua explosão é infinitamente mortal até para o próprio ser.
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