"Ficar" com alguém. Poderia ser? Não quando apenas Eu e Morrissey sentimos algo tão cru quanto puro. Porque sou único? Sinceramente não sei explicar. O tempo transcorreu e assim ocorreram mudanças. Mudamos e eu mudei também, mas meu coração, nossa, este está muito mais intenso que antes. Porque pra algumas mulheres isso pode até parecer tão comum e tão possível de se acontecer, mas não se dão conta de como é extremamente precioso e cuidadosamente raro tal sentimento cultivado. Principalmente dentro de seres como homens. Tão raro e rico que se torna estranho aos olhos de quem hoje caminha sobre o contemporâneo asfalto urbano de um mundo cheio de estética e pose. Por mais que se tente, ou se construa, sentimentos de verdade não se sustentam nas poses nem nas pessoas que pesam sua vida em cima de mecanismos complexos de traduções que intencionam traduzir de maneira lógica e racional algo que é puramente orgânico. Auto-sabotagem.
Não sou retrô. Sou apenas eu.
Enquanto alguns escutam the smiths, por fazer parte de um estilo, e gênero dos anos 80, morrissey me encantou (não por sua ritmação extremamente peculiar), sim , primeiro pela intensidade nas letras que passam longe de ser piegas, mas sim verdades que são puras, lindas, sarcásticas e doces. Em segundo o ritmo simples e sincero de se viver a vida, ser feliz e ingênuo. Apesar de já vivido e com quase 28, gosto de ser assim ingênuo, fazer as coisas que me dão na cabeça (principalmente coisas de criança), não se importando se pareço bobo, ou menos inteligente por isso. Isso me traz extrema liberdade, me aflora o tato, o paladar. Tenho que cultivar a mim. E tenho cultivado. Às vezes regado com lagrimas, às vezes com arco-íris atemporais. E quando se sente assim tão intensamente as coisas que sinto, organicamente temos uma única orientação sexual : a assexualidade. Não se trata de celibato. Mas de uma liberdade de ser e de querer. Entregar seu corpo (que faz parte de você) à qualquer um, parece ser algo insano, mesmo nas noites dionisíacas. Te priva da liberdade de seus sonhos e envenenam seus sentimentos com toques simulados à um outro ser, que te completa apenas como objeto. Enganamento mútuo.
Talvez eu esteja dentro de uma realidade que não exista, mas com certeza sei que o vermelho que corre em meu sangue, é mais vivo, pulsante e real do que qualquer ser nesse vasto mundo ordinário.
Não sou escritor. não sou um poéta. Sou um intenso sinestésico. O orgasmo infinito da minha alma.
LAURS
Contestamentos serão esclarecidos pelo porta-voz de meu ser:
Morrissey
So : the choice I have made
May seem strange to you
But who asked you, anyway ?
It's my life to wreck
My own way
You see : to someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
In part, and in whole
Because to someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
In part, and in whole
So the life I have made
May seem wrong to you
But, I've never been surer
It's my life to ruin
My own way
You see : to someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
In part, and in whole
Because to someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
In part, and in whole
To someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
Part, and in whole
So to someone, somewhere, oh yeah ...
Alma matters
In mind, body and soul
Part, and in whole
To someone, somewhere, oh yeah ...
Oh yeah ...
Oh yeah, oh yeah
Oh yeah ...
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